I was a
slammer, then I ran
I was
slammer… Once upon a time, in a corner of a round world.
Um dia, voltarei a ser um “slammer”.
Mas agora ganhei-lhe medo.
São pessoas ferozes, cultas, vibrantes, capazes de atirar
a palavra mais bela como um martelo e a mais feia como amor, contido e sincero.
São actores da palavra, que representam no mínimo movimento dos dedos e dos
olhos uma imensa quantidade de humanidade.
Eu também fui assim, só não tão
humano.
Era perfeito.
E eles... Eles exalavam a imperfeição. Fosse pelo bafo
fétido, com sabor a cerveja. Pelo perfume contido de uma qualquer fragrância
que nos inebriava, absorvida pelo olhar.
Eu, perfeito, não me ajustava.
Fui de todas as vezes com o medo inato de ser imperfeito.
E fui perfeito!
Dispondo de emoção apenas antes e depois.
Fui o mais brilhante representante das máquinas que nos rodeiam, feito andróide de carne, osso e talvez sonhos.
Deixei de ir a esses encontros de
egos.
Descobri um, muito meu.
Comecei a calar-me.
A violentar a
palavra.
A fugir de tudo o que eles representam.
Porque fujo dos
melhores de nós, mesmo que sendo pulhas, são melhores.
Assumem-se como pulhas, quando o são.
Não temem sê-lo.
Não o queria ser.
Era…perfeito.
Cuidadoso com as palavras, temente
ao amor que já me custara rios.
Queria encontrar naquelas almas,
a alma que faltava.
E descobri-a.
Noutra pessoa. Noutra admirável pessoa que nada deles tinha.
Imperfeita em todos os sentidos. Perfeita porque entrou no meu corpo como
cirurgiã e desfez os nós, as marcas, as réstias arqueológicas de um passado
recente.
Nela encontrei alma, ainda não a
minha, que andando perto, parecia um felino cerrando a presa.
Assim cresci na noite de um beijo
roubado.
Escrevi, na noite de um beijo
tomado.
Levei um, como memória de um
momento que passou.
Deixei de ser um deles, porque me
tornei um deles.
Ainda gatinho pelas páginas dos livros, desenho com os dedos
as ideias que vão aparecendo.
Fica a voz que desponta com o
amor que vai aprendendo…
Sim, porque descobri alma…no
espelho.
Na voz de outra alma que se vai descobrindo.
Noutros ouvidos que encho com a música que vou encontrando.
Naquele poema, que vou escrevendo todos os dias.
Words will rise, and I will rise with them.
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