Hoje é o teu dia, Sorriso!
Não faças greve nem protesto.
Não te deixes levar em taxa solidária,
Nem te deixes imposto.
Hoje é o teu dia Sorriso,
Após o Dia da Liberdade em que já só te temos a ti.
Sim, Sorriso! Gosto de ti.
Amo-te mesmo.
Mesmo que andes por todas as caras bonitas..
Sim, porque não há caras com sorriso que sejam feias.
Sim, Sorriso.
Sim Sorrio!
Qualquer conversa deve ter um copo ou mais na mesa. Todos os assuntos na mesa, devem ser discutidos com copos meio vazios, para que não corram o risco de se tornarem demasiado sérios. Juntem-se à conversa. Tragam o vosso copo. O conteúdo é por minha conta.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Copo do Dia - Not for Long
Estou preso num círculo.
Num ciclo viciado.
Viciosamente embrenhado,
Remetido para a impossibilidade de sair.
Tenho, como todos, o desejo de quebrar o rumo.
Hoje, quero sorrir.
Quebrar a boca selada.
Evitar o lacre vermelho que a acorrenta,
Marcado pelos lábios que nunca tocaram os meus.
Quero sorrir.
De novo. De velho. De tudo.
Apagar as linhas escritas com o carvão feito coração,
Queima-lo até ser nada,
Pó das estrelas.
Quero… Não!
Encontro o caminho que me faz regressar.
Não é descoberta.
É olhar que já tive, na mágoa e num sorriso.
Quebro os instantes com o desejo de construir,
A inclinação nos cantos da tua boca,
Que perfazem rampa para os olhos,
Também eles um sorriso, mas espelho.
Bem, não consigo terminar isto.
Tal como não consigo lembrar-te,
Mesmo o meu sorriso não resiste à ausência do teu,
But not for long…
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Copo do Dia - Perseguir a Interrogação
Continuo apesar deste tempo,
Apesar de todo o sentimento,
Apesar de não sentir assim tanto,
Sem perceber o quanto
Importante és, por não o seres.
Não há razão alguma neste mundo terreno,
Nem no celestial que habitas para mim,
Para que a minha te absorva em todas as tuas presenças,
Como a pessoa que serias o que nunca vais querer ser.
O meu espanto é, por momentos lúcidos,
A demonstração de uma inquirição de um momento
Que insisto em não perder.
Sabendo eu que não te amo.
Que não te quero.
Que já não penso.
Sinto a tua presença apertando-me o pescoço,
A mão e o coração num aparente dom de ubiquidade.
A verdade, a razão a aparência de mulher feita,
De amores confusos, de mente equivocada,
Nublada pela ausência de corpo,
É em tudo similar à minha ausência,
De amores interpelativos,
equivocados,
Nublados pela tua distância presentes,
Pelo desejo de te ver e ouvir,
Pelo teu olhar que me turva a noite calma,
Que passo sozinho entre os lençóis do céu,
Sem ti, ou mesmo sem mim, porque em sonhos,
Ainda persigo a interrogação.
Afinal de contas quem és tu para me ocupares a Paixão?
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Copo do Dia - Uma Noite Chuvosa
O tempo é para mim uma proposição completamente diferente.
Lembro-me como se fosse ontem de coisas de há anos.
Mas não me lembro de hoje,
Que só tem importância por ser um meio caminho para amanhã.
O tempo, evita-me.
Não quer passar, embora isso seja relativo.
Se calhar zangou-se porque não conto os minutos,
Apenas os instantes que as minhas mãos tocaram.
Conto as memórias que teimam.
E as vezes em que o espelho me desafiou,
a criar novos momentos.
Tempo.
Um viajante que nos teima em não deixar.
Talvez porque me sinto preso ao corpo,
Ou a um amanhã que foi construído ontem.
Cada vez que olho para ti,
Presença desconhecida nesse refletor de almas,
Vejo nos teus olhos, que são os meus,
O tempo que fica para deixar de passar.
E aí chego, sem partir, ao momento crucial.
Descubro, simplesmente, que me construo nas memórias de uma
noite chuvosa.
De um beijo fortuito,
De um bombom com sabor a vida,
De uma pessoa que mudou, quando chegou,
E que me mudou quando partiu.
Ontem, que para mim foi há pouco,
Vi no espelho proverbial o caminho que fiz.
E olhei para ele.
E vi o caminho a fazer.
Assente nas palavras de outros,
Na crença que se constrói e na imaginação onde me veem.
E…
Lembro uma noite chuvosa,
Um beijo inquieto,
E onde eles me trouxeram.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Glass of the day - Newton's Third Law of Motion applied to Human Relations.
Newton's Third Law of Motion applied to Human
Relations.
The Third Law of Motion by Sir Isaac Newton ( an
eminent Scholar, educated persona , known more for an apple than the secrets of
the Universe revealed ) dictates that to
every action there is always an opposite reaction of equal intensity .
So in layman's terms, everything I do will always have
a reaction from you .
I know you'll say you're not a planet, the gravity of
the situation is not forceful, that your orbit is eccentric , that your
universe is constantly expanding .
And yet , my presence , as a star or gas giant, gently
influences your movement.
Indeed the Third Law also states that ' the mutual actions of two bodies upon each
other are always equal and appositely directed . "
No!
This does not mean that my actions to capture you ,
may cause an adverse reaction in youself .
If my presence is enough, we shall will go on a
collision course.
We’ll be united as kind of binary stars, in an eternal dance ...
But I do confess that I prefer more a clash, than a
dance.
I prefer a devastating shock, to a cruel and separated
existence by gravity’s presence...
Above all , I realize that those small moons around you, have only strength in
numbers to pull you away .
So, by law, I can’t do
anything but to act from afar.
That is until you decide to expel one or more of those
lunar memories to the fire of the stars and our orbits join.
Copo do Dia - A Terceira de Lei de Newton aplicada às relações Humanas.
A Terceira de Lei do Movimento de
Newton aplicada às relações Humanas.
A Terceira Lei do Movimento de Sir Isaac Newton (eminente
cientista, culta persona, conhecido mais pela maçã, do que pelos segredos que
revelou) dita que a toda acção há sempre uma reacção oposta e de igual
intensidade.
Por isso
em termos leigos tudo o que eu fizer terá sempre uma reacção da tua parte.
Já sei que
vais dizer que não és planeta, que a gravidade da situação não é assim tão
grande, que a tua órbita é excêntrica, que o teu Universo está em constante
expansão.
E no
entanto, a minha presença, qual estrela ou gigante gasoso, influencia o teu
delicado movimento.
De facto a
Terceira Lei diz ainda que «as acções
mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em
sentidos opostos.»
Não!
Isso não
quer dizer que as minhas acções destinadas a agarrar-te, causem em ti uma reacção
adversa.
Apenas
quer dizer que se a minha presença for suficiente, entrarás numa rota de
colisão comigo.
Numa
espécie de estrelas binária que se unem num bailado eterno…
Confesso
que prefiro um embate, a uma dança.
Um choque
demolidor a uma presença cruel e separada pela gravitação…
Sobretudo,
apercebo-me que as pequenas luas em teu redor, só em número têm força para te
afastar.
Assim, por
lei, nada posso fazer senão actuar em ti à distância.
Até que
decidas remeter uma ou várias dessas memórias lunares para o fogo das estrelas e a tua órbita e a minha se juntem.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Copo do Dia - A Nova lei de arrendamento de corações
A Nova lei de arrendamento de
corações
Artigo primeiro
A relação patrimonial entre
senhorio e arrendatário deve ser outorgada em público, com vinculação evidente,
sendo essa mesma tratada como contrato verbal entre duas partes.
O respeito por esse contrato
verbal é essencial para a manutenção de propriedades arrendadas, vulgo «O coração».
A integridade física dessa
propriedade deve ser mantida e estimada, sendo o seu usofruto pautado pela
melhor conduta possível entre ambas as partes…
O senhorio de tal coração é
responsável por mantê-lo em boas condições de uso.
Ao arrendatário cabe a
comunicação de quaisquer problemas que impeçam o bom uso desse coração.
Este contrato não tem limite de
tempo.
Artigo segundo
Cabe ao Arrendatário não
danificar a propriedade alheia, nomeadamente o elemento por ele arrendando ao
primeiro signatário do contrato.
Sendo esta uma troca mútua, o
Senhorio é também ele arrendatário da outra parte, devendo ter os mesmos
direitos e deveres que são exigidos à outra parte, por meio do contrato
referido no primeiro artigo.
Artigo terceiro
A cessação, por mútuo acordo ou
por iniciativa de uma das partes deste contrato, deve ser feita da forma mais
calma possível, devendo os respectivos acordos de arrendamento ser revogados.
No entanto, pode uma das partes
não aceitar a revogação desse contrato, sendo assim este mantido à revelia da
outra parte.
Nessas situações, sendo
inteiramente legal a manutenção deste contrato, a cessação do mesmo deve
ocorrer no tempo devido à continuação de uma boa relação contratual, uma vez
que os corações não podem ficar desalojados, de acordo com a portaria
regulamentadora do Código de Processo Amoroso em vigor desde a criação do Mundo.
Artigo Quarto
Esta portaria, mera recomendação,
exige no entanto que as partes se entendam e cessem os arrendamentos existentes
em tempo devido.
O arrendamento de longa duração
sem contrapartidas é desaconselhado, uma vez que evita a permanência de outros
possíveis arrendatários e criação de contratos de longa duração, sendo por isso
um impedimento para o bom prosseguimento dessas relações contratuais, vulgo
novos amores.
Artigo Final
Esta lei entra em vigor assim que
os arrendatários quiserem, o mais depressa quanto possível.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Copo Duplo - A Simplicidade
A simplicidade
Sou uma pessoa simples.
Contenho os mesmos sonhos que tu.
Tenho os mesmos medos que todos.
Tenho a mesma coragem que alguns.
E a mesma fortitude que poucos.
Mas sou uma pessoa simples,
Que ambiciona, pouco ou nada, para além de tudo.
Que encontra no impossível o obstáculo diário,
E na vontade omissa o impedimento para fazer o mais banal
dos gestos.
Mas inevitavelmente simples.
Aguardo pacientemente,
Ajo impulsivamente.
Desejo compulsivamente o momento de realização extrema,
Em que tal como super-homem, mas pessoa normal, salvo o dia,
Salvando a ideia de quem me quero ser.
E no entanto sou uma pessoa simples,
Que pretende ser apenas um construtor.
Alguém que vai fazendo a argamassa onde cada tijolo, que é
um sonho,
Assenta e cola. E que cria os alicerces,
Faz as asas e numa rabanada de vento primordial e casto, deixa
tudo ir, por mais um tijolo.
Sou simples,
Abandono o mundo pelo sonho,
Mesmo sabendo que o sonho me abandona.
E depois?
Sou uma pessoa simples.
Os planos são claros.
As peças contadas.
Demoro menos a reconstruir,
Mesmo perante a tempestade.
Copo do dia - Voz que se apaga...
A minha voz apaga-se hoje,
Não porque tenha pouco a dizer.
Sinto-me doente, a desfalecer de esperança.
Aguardo a impossibilidade, o momento em que a paixão ganhe
sentido,
Espero o que não posso esperar,
E a saúde que tenho esvai-se.
As curas para os males de esperança, apenas adiam o
inevitável.
Aumentam os problemas físicos,
Tenho aguentar os Whisky’s de Hemingway,
O Absinto que tocou bocas de grande palavra,
O Porto, que adoça e inebria.
Todos fazem marinar os meus fígados.
Junte-se o peso da bagagem imperceptível,
Vinda de outras paragens,
A que estava comigo, foi borda fora,
Com todos os naufrágios,
Poluir as lágrimas alheias.
Misture-se tudo muito bem, durante uma um dia ou uma semana.
Obtém-se um batido sentido.
Sim, é um texto triste,
Banal,
Pouco original,
Ditado por uma esperança.
Intragável.
E entretanto não tenho voz…
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Copo do dia - O Elefante
Há um elefante, que antes estava no canto de uma sala,
Que decidiu sem cerimónia sentar-se no meu peito.
É verdade que me sinto esmagado,
Mas verdade seja dita, é ele que está de trombas.
Confesso, que estacionar um elefante em cima de mim,
Seria, para o comum dos mortais, morte certa.
Mas como estou habituado a lidar com eles,
Sei que são tão leves ou pesados como eu queira.
Pois eles, são fruto da minha imaginação,
Ainda que paquidermes.
Assim, embora por vezes sinta a sua tromba em roda do
pescoço,
E o seu peso no meu arcaboiço,
Limito-me a levantar esse tamanho esforço,
Como se apenas o meu carregasse.
Acabo, nesse momento, em que nos braços tenho um gigante,
por entender que mede um vazio e nesse,
Leve como o meu pensar.
É um elefante feito de fumo e espelhos,
Concebido pelo coração na selva.
Que não teme o Tigre nem o Leão,
E muito menos o Dragão ou o Homem.
É invulnerável, feito de ar,
Ainda que no meu peito pese,
E no meu pescoço se enrosque.
Esse elefantes que estava num canto da sala,
Que todos não queriam ver,
Estava sozinho e só queria companhia.
Daí ter-se aninhado ali,
Onde ainda havia espaço,
Num peito com calor.
por entender que mede um vazio e nesse,
Leve como o meu pensar.
É um elefante feito de fumo e espelhos,
Concebido pelo coração na selva.
Que não teme o Tigre nem o Leão,
E muito menos o Dragão ou o Homem.
É invulnerável, feito de ar,
Ainda que no meu peito pese,
E no meu pescoço se enrosque.
Esse elefantes que estava num canto da sala,
Que todos não queriam ver,
Estava sozinho e só queria companhia.
Daí ter-se aninhado ali,
Onde ainda havia espaço,
Num peito com calor.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Copo do dia - Per Ardua, Ad Astra - Um Mês
Num mês.
Trinta dias, muitas horas…
Numa eternidade de minutos
Deixei para trás o terror de agir,
E fiquei sem pendor por agarrar.
Decidi não ter mais medo!
Ir em frente, sabendo que lutava contra moinhos de vento,
Fortificados, belicisados pelas agruras que nada tinham a
ver comigo.
E ainda assim, lancei-me contra eles, esperando que a coragem
fosse chave.
Mas não….
Feri-me mortalmente em cada investida,
E no entanto continuei.
Não conheço a derrota, porque não desisto.
Prefiro as mil mortes de amor,
Do que a morte solitária numa cama futura.
E assim, sem pudor, continuo.
Lanço-me! invisto contra as defesas do mundo.
Faço-me soldado endurecido,
Experimento todas as tácticas, para conseguir o meu fim.
Nunca deixo que o meu sangue seja em vão perdido.
E assim luto, Constantemente, contra os fantasmas.
Contra as ideias.
Contra as ideias.
Contra os fins que me perseguem.
Contra os amores que não morrem, porque nunca existiram.
As ideias.
As ideias que não morrem…
E por isso, agora, na vossa mente, eu fico.
É o preço pago…
Pela adversidade, para as estrelas.
É essa a minha medida.
Por isso nunca perceberam o esforço inglório,
Menos para mim.
Quero ganhar o céu.
O meu Céu.
E só lá chego, na dificuldade de me levantar todas as vezes
que caio ferido, pela tua mão…
Per Ardua, ad Astra.
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