A minha voz apaga-se hoje,
Não porque tenha pouco a dizer.
Sinto-me doente, a desfalecer de esperança.
Aguardo a impossibilidade, o momento em que a paixão ganhe
sentido,
Espero o que não posso esperar,
E a saúde que tenho esvai-se.
As curas para os males de esperança, apenas adiam o
inevitável.
Aumentam os problemas físicos,
Tenho aguentar os Whisky’s de Hemingway,
O Absinto que tocou bocas de grande palavra,
O Porto, que adoça e inebria.
Todos fazem marinar os meus fígados.
Junte-se o peso da bagagem imperceptível,
Vinda de outras paragens,
A que estava comigo, foi borda fora,
Com todos os naufrágios,
Poluir as lágrimas alheias.
Misture-se tudo muito bem, durante uma um dia ou uma semana.
Obtém-se um batido sentido.
Sim, é um texto triste,
Banal,
Pouco original,
Ditado por uma esperança.
Intragável.
E entretanto não tenho voz…
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