Há um elefante, que antes estava no canto de uma sala,
Que decidiu sem cerimónia sentar-se no meu peito.
É verdade que me sinto esmagado,
Mas verdade seja dita, é ele que está de trombas.
Confesso, que estacionar um elefante em cima de mim,
Seria, para o comum dos mortais, morte certa.
Mas como estou habituado a lidar com eles,
Sei que são tão leves ou pesados como eu queira.
Pois eles, são fruto da minha imaginação,
Ainda que paquidermes.
Assim, embora por vezes sinta a sua tromba em roda do
pescoço,
E o seu peso no meu arcaboiço,
Limito-me a levantar esse tamanho esforço,
Como se apenas o meu carregasse.
Acabo, nesse momento, em que nos braços tenho um gigante,
por entender que mede um vazio e nesse,
Leve como o meu pensar.
É um elefante feito de fumo e espelhos,
Concebido pelo coração na selva.
Que não teme o Tigre nem o Leão,
E muito menos o Dragão ou o Homem.
É invulnerável, feito de ar,
Ainda que no meu peito pese,
E no meu pescoço se enrosque.
Esse elefantes que estava num canto da sala,
Que todos não queriam ver,
Estava sozinho e só queria companhia.
Daí ter-se aninhado ali,
Onde ainda havia espaço,
Num peito com calor.
por entender que mede um vazio e nesse,
Leve como o meu pensar.
É um elefante feito de fumo e espelhos,
Concebido pelo coração na selva.
Que não teme o Tigre nem o Leão,
E muito menos o Dragão ou o Homem.
É invulnerável, feito de ar,
Ainda que no meu peito pese,
E no meu pescoço se enrosque.
Esse elefantes que estava num canto da sala,
Que todos não queriam ver,
Estava sozinho e só queria companhia.
Daí ter-se aninhado ali,
Onde ainda havia espaço,
Num peito com calor.
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