Num mês.
Trinta dias, muitas horas…
Numa eternidade de minutos
Deixei para trás o terror de agir,
E fiquei sem pendor por agarrar.
Decidi não ter mais medo!
Ir em frente, sabendo que lutava contra moinhos de vento,
Fortificados, belicisados pelas agruras que nada tinham a
ver comigo.
E ainda assim, lancei-me contra eles, esperando que a coragem
fosse chave.
Mas não….
Feri-me mortalmente em cada investida,
E no entanto continuei.
Não conheço a derrota, porque não desisto.
Prefiro as mil mortes de amor,
Do que a morte solitária numa cama futura.
E assim, sem pudor, continuo.
Lanço-me! invisto contra as defesas do mundo.
Faço-me soldado endurecido,
Experimento todas as tácticas, para conseguir o meu fim.
Nunca deixo que o meu sangue seja em vão perdido.
E assim luto, Constantemente, contra os fantasmas.
Contra as ideias.
Contra as ideias.
Contra os fins que me perseguem.
Contra os amores que não morrem, porque nunca existiram.
As ideias.
As ideias que não morrem…
E por isso, agora, na vossa mente, eu fico.
É o preço pago…
Pela adversidade, para as estrelas.
É essa a minha medida.
Por isso nunca perceberam o esforço inglório,
Menos para mim.
Quero ganhar o céu.
O meu Céu.
E só lá chego, na dificuldade de me levantar todas as vezes
que caio ferido, pela tua mão…
Per Ardua, ad Astra.
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