segunda-feira, 31 de março de 2014

Copo do dia - Uma janela

Eu tenho uma janela com vista para Lisboa.
Mas não é a cidade que eu amo.
Tenho um momento de sol, nessa janela,
Mas não é a estrela que me aquece.
Estou, com janela entreaberta, a sentir a brisa gelada,
Aquecida pelo calor do meu corpo que pensa em ti.

Tremo com o frio que passa pela espinha,
Com a memória cutânea de tocar de peles que é lembrança.
De um sabor que fica amargo pela ausência,
Mas que também sentia doce.
Um cheiro,
Que fora o sexo,
Fora o perfume,
Fora tudo o que não era teu…
Era simplesmente aconchegante.
Aninhava-me nele e deixava-me ir.
Adormecendo com as palavras tontas que são aquelas proferidas quando só estamos entre o céu e o sonho….
E depois…
Nada…
Fica uma tatuagem emocional.
Uma paixão partida antes de tempo.
Fico eu, com janela entreaberta, a sentir a brisa gelada,

Uma janela com vista para Lisboa.

Copo do Dia - Prometheus

Tenho lágrimas que batem nas pálpebras,
Prisioneiras de uns olhos que evitam ler,
As palavras que agora caem da minha boca silenciosa.
A tristeza que toma conta do meu corpo,
Acontece com a sensação da energia que se esvaí,
Na consciência de o mundo ficou mais pobre com o fim da esperança.
A Paixão que perco, com Valente estoicismo, arrasa-me.
Perco o sonho, o caminho, a força para respirar.
E no entanto amanhã levanto-me com a força perdida,
Por que não posso parar o caminho que se faz por ele, sem mim.

Aguento mais uma dose do elogio pesaroso,
Em que sou enaltecido, pelo Homem que que não imaginam.
Objecto do conforto liminar, de ser considerado,
Mas não envolto.

E assim, as lágrimas que batem contras pálpebras,
a represa do sentimentos  que quero que viagem para outro mundo,
retidas pelo sentimento de esperança que já não é,
Pelo caminho que não chega,
Pela mão que já não sinto,
Num olhar que não terá destino,
Em mim, que já não aguardo…

Sinto-me vivo.
Sem vida.
Sem nada.
Com todos os instrumentos para fazer,um dia destes, em breve lago, 
esta sensação.

Mas volto a fazer.
A arriscar.
A crescer um pouco mais.
E recomeço o ciclo de Prometheus.

Copo do dia - Um dia

Sinto-me moído,
Vertido num molde e derretido.
A energia gasta a desfazer-me
E a resistência, consome-me.

As emoções que jorram da tua boca,
Afogam-me na incerteza.
As tuas contradições de mulher,
Nada são contra a inconstância de pessoa.

Adoras-me! 
Nunca poderás ser o que preciso.
Perdes-me no momento em que dizes que me amas!
Não podes sentir tal coisa, sendo as tuas palavras momentos perdidos.

Ainda sinto a tua boca beijar-me, o teu sabor nos meus dedos.
Lembro-me de te comer docemente enquanto mordia as tuas ancas.
A sensação de entrelaçar os teus dedos, no meu peito.
O meu coração que corria desalmado, sentido o teu prazer,
Naquele momento em que éramos um só ser, perdido e a descobrir
O caminho sensual para o continente desconhecido.

Sexo era uma intenção. Amor, um sentido.
Comunhão, uma sucessão! O beijo, um selo final!
E assim partimos de uma mesma cama, de um só momento,
Para uma vida avessa ao momento de sentido paralelo, tangentes, entre-cruzados.

Disse-te adeus. 
Disseste-me amo-te.
E num instante sem tempo,
Nunca mais nos cruzámos.




quarta-feira, 26 de março de 2014

Copo do Dia - No Mar

Atirei-me ao mar na esperança de não te ver.
Farto de te encontrar em todas as esquinas,
em todos os espelhos
no ar...
Mesmo ali debaixo das ondas não tive sorte.
A tua figura, formada em sereia,
insistiu em salvar-me do fim certo
para continuar a lembrar-te.

Meio mulher, meio peixe...
Totalmente cruel a intenção.
Não me deixas ir, nem me deixas estar.
E assim, mesmo debaixo do ar, metido no mar, mesmo a voar,
Continuo a ver a mesma pessoa, transfigurada em tudo.
Que falta de imaginação a minha que se perde na mesma personagem.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Copo Alheio - O Insecto - Pablo Neruda

O insecto

Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.

Sou mais pequeno que um insecto.

Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centímetros queimados,
pálidas perspectivas.

Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera, uma rosa
de fogo humedecido!

Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.

Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco
caio, procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!

Pablo Neruda


Miguel Marques & Carla Correia interpretam «A Cor Dos Sonhos»

quarta-feira, 19 de março de 2014

Copo do Dia - Gestão de Expectativas.

Gestão de expectativas

A gestão de expectativas por parte de um poeta é, mais ou menos, o mesmo que controlar um rio que transborda as suas margens.
Não é de todo impossível gerir a corrente,
Sendo no entanto, um trabalho árduo e molhado, 
Nem que seja pelas lágrimas jorradas, pela gorada antecipação.

Um Poeta, por natureza, um iluminado e alienado Homem ou Mulher,
De fina compleição e debilitante palavra,
São no entanto tão humanos que perante a ausência,
ou melhor o desânimo, deixam-no instalar-se como um familiar indesejado no quarto dos hóspedes que nem sequer existe na Casa que ainda não foi feita,
E na qual as paredes forradas a letras manuscritas, pouco oferecem em termos de protecção ao frio da noite sozinha, fria e distante causada pela expectativa…
E sim... Gorada!

Um Poeta sonha.
Deseja.
E anda aos caídos pelos cantos, reclamando, declamando, gritando, insano…
Pelo amor, desamor, desvirtude, imaginação, perdida, inspiração, contida nas palavras sequenciais proferidas num estado de dor curado,
Apenas e só com um Whisky, duas pedras.
Aliás Gin!
Três pedras, dois dedos e água tónica…
Não, com meia garrafa de vinho!
Tinto!
De boa qualidade, uma vez que, embora amargurado,
O bom gosto deve prevalecer.

O poeta jamais cura a decepção com cerveja.
Que ainda assim nobre, não é bebida de espírito…
Mas contento.

E assim,
Desvirtuado e alcoolizado, o poeta, esquece para escrever, com clarividência:
Odeio amar-te
Por isso, não te amo.
Amo a tua ideia,
E tu, a minha.
E assim somos ideias, que se perdem numa corrente de um rio que transborda,
que não posso conter embora tenha essa expectativa.

Copo do dia - Em todo o lado

Vejo-te em todo o lado...
Isso preocupa-me!
Retira-me a vontade que tenho de falar com as pessoas...
Porque são todas tu.

E eu que quero falar contigo,
Quero também viver sem ti.
Vendo-te em todos os sítios,
Não te dou valor algum.
Passas a ser ar ou chuva.
A luz do sol com a qual conto todas as manhãs.

Prefiro-te só numa pessoa, mesmo que longe.
Ao menos assim tens valor, por seres rara.
Ou terás valor, porque tens o meu em ti.
Ou és o valor que dou a mim,
Pelo que somos juntos.

Seja como for, deixa-me sossegado.
Não apareças em todos os recantos,
Não ocupes os meus olhos constantemente.
Deixa-me desejar estar contigo,
Mas me não invadas a memória.
E relembres quem me deixa,
Todos os dias a desejar.

Bolas, desaparece de uma só vez,
por hoje, por este minuto.
Nem enquanto escrevo isto,
A tua presença é ausente.
Prefiro-te leve como um pluma, do que
Firmada na minha mente, como fantasma.

Deixa-me pensar em ti sossegado!
Pensar abraçado, contigo.
Mas deixa abraçar o Sol,
E a Lua e o corpo, mesmo que sem ti,
Para saber que mais sabores existem...
Preciso variar, 
acabar com a tua omnipresença
Lavar os olhos e as mãos, as ideias, 
nem que seja só
Ou apenas para te saber melhor.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Copo do Dia - Percebi!

Percebi!

Percebi hoje, porque não percebo.

(Li palavras de Clarice e percebi que não te amo.)

Amo a vida que levo e que quero levar.

Amo a vida que perdi, nas pessoas que se foram embora.

Amo a vida na perfeição da ideia imperfeita de que tudo é perfeito.

Amo… Simplesmente por amar.

Porque não preciso de mais nenhuma justificação.

Amo a paixão que tenho, 

Amo a desilusão que tive.

A amizade que partilho.

E mesmo aquela que nunca foi.

Amo todos esses momentos.

Mais do que amar, amo a capacidade de amar.

De ter uma paixão pela Paixão da vida que não sei se será a minha.

Até porque nunca será minha, será nossa e amo-a por isso.


(Clarice, maldita sejas pela beleza do que escreveste.)


Amo-te, em cada palavra que atiras ao ar.

Por cada uma delas é a vida que tenho, que tive, que sonho.

Amo todas essas palavras que me dás, como chuva.

Todo esse ar de amar, sem o salgado das lágrimas.

E sim, amo cada um desses momentos.

Amo um sorriso, que me acorda, um olhar que me abraça,

Mesmo que apenas a imaginação me faça assim.

A verdade é que não sei sequer se vivo amanhã.

E amo essa incerteza.

Faz-me correr por cada um dos amores que tenho,

Pela paixão.

Pelo amor que desejo e pelo desejo do amor que tenho para nós.

A verdade é que não te amo.

Amo nós!

A ideia de Nós!

A ideia de acordarmos.

De estarmos.

E não sei sequer, se um dia poderei amar mais do que essa ideia.

Não interessa!

É amor.

Mesmo que seja apenas algo por perceber.

Copo do Dia - A Antecipação da Batalha

A antecipação da batalha,
A espera, é o pior momento para um soldado.
Pela cabeça passam todas as coisas,
Entre as que deve acautelar e as que deveria ignorar.
A morte certa que nos espera, pode ser adiada pela preparação,
Mas o medo dela, pode conduzir-nos mais perto.
A verdade do soldado, das botas no chão, aqueles que dão a vida pela ideia,
É que a morte será rápida, a batalha será feroz,
E os laços nela criada, durarão para além da vida.
Mas a espera essa, é ingrata!

Por isso, essas pessoas escolhem ter coragem,
Ter a força de ir para além dos medos.
Terem a noção de que a sua luta é a mais justa,
Seja qual for o seu lado.

Sabem alguns, que haverá quem os impeça de cumprir a sua missão.
Mas essa é a banalidade da guerra que fazemos todos os dias.
Em que descansamos enquanto podemos,
Lutamos todos os instantes.
Pela nossa vida.
Por todas as vidas.
A verdadeira coragem não está em assumir o risco de perder.
Mas aceitar que ganhar, significa continuar a lutar.

E vocês, estão dispostos a lutar?

segunda-feira, 10 de março de 2014

Copo do Dia - Busca e Salvamento d'Almas

Busca e Salvamento d'Almas


Sou chamado de urgência, para proceder à busca e salvamento de 
D’alma perdida em alto mar tormentoso.
Vou na minha aeronave, em perigo constante,
Em busca de um ser perdido, que aguarda recuperação.
Quando chego à ocorrência, encontro a melhor forma de me lançar aos mares,
E nadar até ao desaparecido.
Observo então que não ousa decidir manter-se à tona ou afundar-se.
Que os tubarões que circulam por essas águas oferecem a promessa de fim de tormento,
E eu que procuro a Vida, nada posso fazer,
Matar as tentações não é o meu ofício.
E assim, vou gritando, dizendo o que podemos fazer.
O que há a criar…
Esperando uma decisão pura,
Que fuja dos que só te querem aos pedaços.
Ainda assim o esforço que me é exigido, é pouco…
A noite que cai, no caminho para ti,
Enche-se de relâmpagos.
Zeus alumia o caminho,
Poseidon pela inveja, acicata os mares já revoltos.
Mas não desisto!
Não posso.
O meu ofício é recuperar almas.


Não me cabe a mim salva-las,

Só dar uma hipótese às que agarram a minha mão.

domingo, 9 de março de 2014

Copo do dia - O caminho


Qual o caminho que tenho a tomar?
Aquele que vejo?
Todos os outros que quero esquecer?
Qual o meu caminho, para semear as tempestades perfeitas?
Seguir a água que escorre da torneira nas minhas mãos enregeladas?
Aguardar o Sol que varre o céu da dúvida?
Questiono.
Questiono tudo isto.
Até o que escrevo, porque questiono-me nas palavras que perco.
Gostava que tivessem inventado um destino.
Um caminho organizado e pré-determinado.
Em vez disso, colho a intempérie.
Mas e não será ela a medida de viver?
Não será uma força que muda e arremete para o vento, todo o pó que somos?
A verdade é que já não tenho âncoras.
Nada me agarra e por isso voo ao sabor…
E sinto o frio da solidão em altitude, aguardando com visão de águia,
Que a mente faça o trabalho de me guiar,
Até ao cimo da colina,
Onde encontro o meu destino sentado à minha espera.

Copo do Dia - Merecer


Vivemos na Ilusão da escolha.
Como se tivéssemos escolha entre ficarmos parados no tempo,
E metamorfosear-nos no que queremos ser.
Agarrados a um passado,
A olhar para uma vida que se gasta.
Porque precisamos de mais argumentos para crescer,
Do que para ficarmos de raízes plantadas num chão que nos consome?

Eu,
Questiono a sensatez de ficar parado até que o mundo se resolva.
Questiono a falta de audácia em agir.
Não há neste universo razão alguma para que não aceites a mão que te estendo,
Só porque não te salva a vida…
Mas faz mais do que isso,
Faz-te merecer.
Deixas de questionar a luta, para abraça-la.
Não basta sobreviver.
Temos de merecer o caminho.
Temos de ser mais do que pensamos, mesmo que menos do que podemos ser.
Ir, sem pensar.
Arriscar tudo o que podemos pela única coisa que vale a pena.
E quando chegar o momento, tu saberás o que dizer.
Saberás o que fazer.

E partir daí, só poderás viver!

terça-feira, 4 de março de 2014

Copo do Dia - A teu lado, simplesmente

Gostava de caminhar ao teu lado.
Não de correr atrás de ti ou tu de mim.
Ao teu lado.
Conhecer-te.
Criar a estrada que palmilhamos ao mesmo.
Fazê-lo à nossa velocidade,
À medida do nosso investimento nesta viagem.

Sim, gostava de caminhar ao teu lado.
Percorrer os sonhos que podemos fazer,
Ou criar novos, enquanto estamos lado a lado.
Abandonar  os obstáculos,
As bagagens de um passado que já não interessa,
Os fantasmas que já deviam ter desaparecido.

Sim, a teu lado.
Acordar a teu lado.
Perder-me a teu lado.
Ver o Sol nascer e pôr-se a teu lado.
Não à tua frente.
Não atrás de ti.
Porque quero vê-lo contigo.
Sem que nada nos impeça nem a visão nem o curso.


A teu lado, simplesmente.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Copo do dia - Teste de Fé

Teste de fé

Qualquer vida, mesmo a tua,
Está imbuída de momentos em que a fé tem de ser testada.
Pois uma sem sacrifício nada significa.
E que sacrifícios devem ser feitos para provar a nossa fé?
Apenas os que nos custam perder.
Se não ousarmos perder o que não podemos,
Nunca teremos o que queremos.
Esta falácia da fé, esta embutida na nossa existência.
Tal como a Liberdade que tem um preço,
Ou a honra que custa 3 vinténs.
A canção do bandido que nos faz cair
E a ode de um anjo que não nos convence.
Todos esses são momentos de Fé…

Melhor.

Da falta dela.
Quando dizem «Eu acredito», confesso que eu, não.
Não acredito em quem anuncia ao mundo que crê,
Quando os olhos dizem o oposto.
Sobretudo não acredito em pessoas que não acreditam senão na fé que lhes resolve os problemas.

A vida é injusta. 
Habitua-te!
É uma cabra disfarçada.
Mas também uma escolha.
Todos os momentos em que a nossa existência muda de rumo,
Todos os instantes em que nossa mente decide estão entrosados.
E o que vais fazer?
Desistir?
Deixar-te cair?
Nós caímos, para nos levantarmos.
Não apenas para nos elevar-nos no espaço físico.
Mas erguer-nos na alma na devoção que temos à Vida.
A luta que temos de trazer connosco todos os dia é o momento maior da glória,
Porque é ali, que o que nós queremos está ao nosso alcance.
A luta, o desafio, pelo acto de respirar é de louvar.
Mas existir, por si é uma condição natural.
E hoje digo chega.
As dificuldades que me colocas no caminho, não me demovem.
A luz que todos carregamos, é agora visível e aconteça o que acontecer não se voltará a apagar.
O meu maior desafio hoje não é a Fé, que encontrei de novo, no espelho.
É fazer-te acreditar, não em mim, mas em ti!
Livrares-te de tudo o que te aflige pela dúvida e mostrar-te que do alto, de quem está de pé contra a tempestade, a visão é muito mais bela, do que de joelhos.
Por isso, faz por merecer a atenção que dou.
Ergue-te e sê o que és,
Mesmo que o tenhas esquecido durante muito tempo.


Ergue-te comigo.

Copo do Dia - O caminho desconhecido

Quem sou eu?
Que caminho faço este, de mim?
Procurando o sentido nas palavras que anuncio.
A verdade é que não me reconheço.
Quando olho para o trajecto desconhecido que vejo perante os teus olhos,
já não sei quem é esta pessoa que percorre os corredores da escolha e da audácia.
Mas já não temo a escuridão nem a dor, pois não são importantes.
Importante é correr, saltar, lutar todos os momentos, todos os instantes e fazermos este caminho de pé.

A verdade de quem sou está no teu olhar.
Porque eu já não me reconheço.
Mas gosto da pessoa que sou quando me vês!
Queres que te diga mais?
Ouso.
Vou até onde não sei ir.
Abro a caixa onde guardo a coragem.
Visto-a como segunda pele.
E vou ter contigo ao inferno que me espera, até que abras a porta das tuas fortalezas.

As palavras desespero, desistir, perder…Partiram do meu vocabulário.
Porque não te ter nos meus braços, não será a minha morte.
Há uma nova luz em mim.
Impossível de extinguir.
Não foste tu que a acendeste,
O que fizeste surgir, não se apagará mais.
Só por isso cruzar-mo-nos, foi uma vida conjunta.
Mas quero mais de ti.
Quero nós!
Mas não temo perder-te,

Temo não ganhar-te e perder o prémio que somos.