Vejo-te em todo o lado...
Isso preocupa-me!
Retira-me a vontade que tenho de falar com as pessoas...
Porque são todas tu.
E eu que quero falar contigo,
Quero também viver sem ti.
Vendo-te em todos os sítios,
Não te dou valor algum.
Passas a ser ar ou chuva.
A luz do sol com a qual conto todas as manhãs.
Prefiro-te só numa pessoa, mesmo que longe.
Ao menos assim tens valor, por seres rara.
Ou terás valor, porque tens o meu em ti.
Ou és o valor que dou a mim,
Pelo que somos juntos.
Seja como for, deixa-me sossegado.
Não apareças em todos os recantos,
Não ocupes os meus olhos constantemente.
Deixa-me desejar estar contigo,
Mas me não invadas a memória.
E relembres quem me deixa,
Todos os dias a desejar.
Bolas, desaparece de uma só vez,
por hoje, por este minuto.
Nem enquanto escrevo isto,
A tua presença é ausente.
Prefiro-te leve como um pluma, do que
Firmada na minha mente, como fantasma.
Deixa-me pensar em ti sossegado!
Pensar abraçado, contigo.
Mas deixa abraçar o Sol,
E a Lua e o corpo, mesmo que sem ti,
Para saber que mais sabores existem...
Preciso variar,
acabar com a tua omnipresença
Lavar os olhos e as mãos, as ideias,
nem que seja só
Ou apenas para te saber melhor.
Preciso variar,
acabar com a tua omnipresença
Lavar os olhos e as mãos, as ideias,
nem que seja só
Ou apenas para te saber melhor.
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