Sinto-me moído,
Vertido num molde e derretido.
A energia gasta a desfazer-me
E a resistência, consome-me.
As emoções que jorram da tua boca,
Afogam-me na incerteza.
As tuas contradições de mulher,
Nada são contra a inconstância de pessoa.
Adoras-me!
Nunca poderás ser o que preciso.
Perdes-me no momento em que dizes que me amas!
Não podes sentir tal coisa, sendo as tuas palavras momentos perdidos.
Ainda sinto a tua boca beijar-me, o teu sabor nos meus
dedos.
Lembro-me de te comer docemente enquanto mordia as tuas
ancas.
A sensação de entrelaçar os teus dedos, no meu peito.
O meu coração que corria desalmado, sentido o teu prazer,
Naquele momento em que éramos um só ser, perdido e a
descobrir
O caminho sensual para o continente desconhecido.
Sexo era uma intenção. Amor, um sentido.
Comunhão, uma sucessão! O beijo, um selo final!
E assim partimos de uma mesma cama, de um só momento,
Para uma vida avessa ao momento de sentido paralelo,
tangentes, entre-cruzados.
Disse-te adeus.
Disseste-me amo-te.
E num instante sem tempo,
Nunca mais nos cruzámos.
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