Atirei-me ao mar na esperança de não te ver.
Farto de te encontrar em todas as esquinas,
em todos os espelhos
no ar...
Mesmo ali debaixo das ondas não tive sorte.
A tua figura, formada em sereia,
insistiu em salvar-me do fim certo
para continuar a lembrar-te.
Meio mulher, meio peixe...
Totalmente cruel a intenção.
Não me deixas ir, nem me deixas estar.
E assim, mesmo debaixo do ar, metido no mar, mesmo a voar,
Continuo a ver a mesma pessoa, transfigurada em tudo.
Que falta de imaginação a minha que se perde na mesma personagem.
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