Quem sou eu?
Que caminho faço este, de mim?
Procurando o sentido nas palavras que anuncio.
A verdade é que não me reconheço.
Quando olho para o trajecto desconhecido que vejo perante os
teus olhos,
já não sei quem é esta pessoa que percorre os corredores da
escolha e da audácia.
Mas já não temo a escuridão nem a dor, pois não são
importantes.
Importante é correr, saltar, lutar todos os momentos, todos
os instantes e fazermos este caminho de pé.
A verdade de quem sou está no teu olhar.
Porque eu já não me reconheço.
Mas gosto da pessoa que sou quando me vês!
Queres que te diga mais?
Ouso.
Vou até onde não sei ir.
Abro a caixa onde guardo a coragem.
Visto-a como segunda pele.
E vou ter contigo ao inferno que me espera, até que abras a
porta das tuas fortalezas.
As palavras desespero, desistir, perder…Partiram do meu
vocabulário.
Porque não te ter nos meus braços, não será a minha morte.
Há uma nova luz em mim.
Impossível de extinguir.
Não foste tu que a acendeste,
O que fizeste surgir, não se apagará mais.
Só por isso cruzar-mo-nos, foi uma vida conjunta.
Mas quero mais de ti.
Quero nós!
Mas não temo perder-te,
Temo não ganhar-te e perder o prémio que somos.
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