Gestão de expectativas
A gestão de expectativas por parte de um poeta é, mais ou menos, o mesmo que controlar um rio que transborda as suas margens.
Não é de todo impossível gerir a corrente,
Sendo no entanto, um trabalho árduo e molhado,
Nem que seja pelas lágrimas jorradas, pela gorada antecipação.
Um Poeta, por natureza, um iluminado e alienado Homem ou Mulher,
De fina compleição e debilitante palavra,
São no entanto tão humanos que perante a ausência,
ou melhor o desânimo, deixam-no instalar-se como um familiar indesejado no quarto dos hóspedes que nem sequer existe na Casa que ainda não foi feita,
E na qual as paredes forradas a letras manuscritas, pouco oferecem em termos de protecção ao frio da noite sozinha, fria e distante causada pela expectativa…
E sim... Gorada!
Um Poeta sonha.
Deseja.
E anda aos caídos pelos cantos, reclamando, declamando, gritando, insano…
Pelo amor, desamor, desvirtude, imaginação, perdida, inspiração, contida nas palavras sequenciais proferidas num estado de dor curado,
Apenas e só com um Whisky, duas pedras.
Aliás Gin!
Três pedras, dois dedos e água tónica…
Não, com meia garrafa de vinho!
Tinto!
De boa qualidade, uma vez que, embora amargurado,
O bom gosto deve prevalecer.
O poeta jamais cura a decepção com cerveja.
Que ainda assim nobre, não é bebida de espírito…
Mas contento.
E assim,
Desvirtuado e alcoolizado, o poeta, esquece para escrever, com clarividência:
Odeio amar-te
Por isso, não te amo.
Amo a tua ideia,
E tu, a minha.
E assim somos ideias, que se perdem numa corrente de um rio que transborda,
que não posso conter embora tenha essa expectativa.
A gestão de expectativas por parte de um poeta é, mais ou menos, o mesmo que controlar um rio que transborda as suas margens.
Não é de todo impossível gerir a corrente,
Sendo no entanto, um trabalho árduo e molhado,
Nem que seja pelas lágrimas jorradas, pela gorada antecipação.
Um Poeta, por natureza, um iluminado e alienado Homem ou Mulher,
De fina compleição e debilitante palavra,
São no entanto tão humanos que perante a ausência,
ou melhor o desânimo, deixam-no instalar-se como um familiar indesejado no quarto dos hóspedes que nem sequer existe na Casa que ainda não foi feita,
E na qual as paredes forradas a letras manuscritas, pouco oferecem em termos de protecção ao frio da noite sozinha, fria e distante causada pela expectativa…
E sim... Gorada!
Um Poeta sonha.
Deseja.
E anda aos caídos pelos cantos, reclamando, declamando, gritando, insano…
Pelo amor, desamor, desvirtude, imaginação, perdida, inspiração, contida nas palavras sequenciais proferidas num estado de dor curado,
Apenas e só com um Whisky, duas pedras.
Aliás Gin!
Três pedras, dois dedos e água tónica…
Não, com meia garrafa de vinho!
Tinto!
De boa qualidade, uma vez que, embora amargurado,
O bom gosto deve prevalecer.
O poeta jamais cura a decepção com cerveja.
Que ainda assim nobre, não é bebida de espírito…
Mas contento.
E assim,
Desvirtuado e alcoolizado, o poeta, esquece para escrever, com clarividência:
Odeio amar-te
Por isso, não te amo.
Amo a tua ideia,
E tu, a minha.
E assim somos ideias, que se perdem numa corrente de um rio que transborda,
que não posso conter embora tenha essa expectativa.
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