Percebi!
Percebi hoje, porque não percebo.
(Li palavras de Clarice e percebi que não te amo.)
Amo a vida que levo e que quero levar.
Amo a vida que perdi, nas pessoas que se foram embora.
Amo a vida na perfeição da ideia imperfeita de que tudo é perfeito.
Amo… Simplesmente por amar.
Porque não preciso de mais nenhuma justificação.
Amo a paixão que tenho,
Amo a desilusão que tive.
A amizade que partilho.
E mesmo aquela que nunca foi.
Amo todos esses momentos.
Mais do que amar, amo a capacidade de amar.
De ter uma paixão pela Paixão da vida que não sei se será a minha.
Até porque nunca será minha, será nossa e amo-a por isso.
(Clarice, maldita sejas pela beleza do que escreveste.)
Amo-te, em cada palavra que atiras ao ar.
Por cada uma delas é a vida que tenho, que tive, que sonho.
Amo todas essas palavras que me dás, como chuva.
Todo esse ar de amar, sem o salgado das lágrimas.
E sim, amo cada um desses momentos.
Amo um sorriso, que me acorda, um olhar que me abraça,
Mesmo que apenas a imaginação me faça assim.
A verdade é que não sei sequer se vivo amanhã.
E amo essa incerteza.
Faz-me correr por cada um dos amores que tenho,
Pela paixão.
Pelo amor que desejo e pelo desejo do amor que tenho para nós.
A verdade é que não te amo.
Amo nós!
A ideia de Nós!
A ideia de acordarmos.
De estarmos.
E não sei sequer, se um dia poderei amar mais do que essa ideia.
Não interessa!
É amor.
Mesmo que seja apenas algo por perceber.
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