Sou chamado de urgência, para proceder à busca e salvamento de
D’alma perdida em alto mar tormentoso.
Vou na minha aeronave, em perigo constante,
Em busca de um ser perdido, que aguarda recuperação.
Quando chego à ocorrência, encontro a melhor forma de me
lançar aos mares,
E nadar até ao desaparecido.
Observo então que não ousa decidir manter-se à tona ou
afundar-se.
Que os tubarões que circulam por essas águas oferecem a
promessa de fim de tormento,
E eu que procuro a Vida, nada posso fazer,
Matar as tentações não é o meu ofício.
E assim, vou gritando, dizendo o que podemos fazer.
O que há a criar…
Esperando uma decisão pura,
Que fuja dos que só te querem aos pedaços.
Ainda assim o esforço que me é exigido, é pouco…
A noite que cai, no caminho para ti,
Enche-se de relâmpagos.
Zeus alumia o caminho,
Poseidon pela inveja, acicata os mares já revoltos.
Mas não desisto!
Não posso.
O meu ofício é recuperar almas.
Não me cabe a mim salva-las,
Só dar uma hipótese às que
agarram a minha mão.
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