domingo, 9 de março de 2014

Copo do dia - O caminho


Qual o caminho que tenho a tomar?
Aquele que vejo?
Todos os outros que quero esquecer?
Qual o meu caminho, para semear as tempestades perfeitas?
Seguir a água que escorre da torneira nas minhas mãos enregeladas?
Aguardar o Sol que varre o céu da dúvida?
Questiono.
Questiono tudo isto.
Até o que escrevo, porque questiono-me nas palavras que perco.
Gostava que tivessem inventado um destino.
Um caminho organizado e pré-determinado.
Em vez disso, colho a intempérie.
Mas e não será ela a medida de viver?
Não será uma força que muda e arremete para o vento, todo o pó que somos?
A verdade é que já não tenho âncoras.
Nada me agarra e por isso voo ao sabor…
E sinto o frio da solidão em altitude, aguardando com visão de águia,
Que a mente faça o trabalho de me guiar,
Até ao cimo da colina,
Onde encontro o meu destino sentado à minha espera.

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