sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Copo do Dia - Dentadinhas de... Alguma coisa


Tu, Barão, regente da corrente do tempo, Senhor de um mar de sentidos, castos Ou nem por isso, menores males pensados nas águas paradas Duma existência taciturna, que aguarda a lavagem dos pecados do mundo, Pequeno, internos, com terra à vista, com ilha perdidas, de amores, de tudo…. E de nada à vista senão a dorsal que falta. Ou que está a mais, para um planeta sem coluna. Tu, Barão das terras de outrem. Dominante «persona» de uma alma ultrajada, Que mordes cada caminho, cada cantinho da jaula onde te encerras, Esburacas um caminho, afastando corpo e alma, dos ossos que nos seguram… Mordes, consomes a existência e foges… Nadas para longe, como se a tua sombra no céu dos mares, Te perseguisse em busca de um castigo. Mas ninguém escapa ao pecado da gula de viver, Nem mesmo tu!

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