Elegância
Cheguei finalmente ao dia em que descubro qual a razão do meu
mal de amor.
Analisei todas as premissas existentes, avaliei as hipóteses
e probabilidades,
Utilizei os meus corações de reserva, num experimentalismo
científico…
(Sim! Convém ter mais alguns desses motores de existência para outros
momentos difíceis…)
E dei-me conta da razão pela qual sofro por ti.
Melhor, a razão pela qual sofro sem ti…
Não!
A razão pela qual sofro sem mim, perdido de ti.
Podia simplesmente enumerar, qual apresentação.
Ou tirar cada justificação como uma pétala dum malmequer.
Este processo científico de descoberta do amor que tenho,
Tem de ser minucioso.
A humanidade não perdoa resultados falsificados, platónicos
ou imaginários.
Meses e meses longos, de cabeça mergulhada no mantra da
pesquisa aplicada à física do amor, escavando
nos recantos mais oportunos e escusos da mente humana, num processo
infindável de comparação entre incomparáveis, ergui os olhos com o momento de descoberta.
nos recantos mais oportunos e escusos da mente humana, num processo
infindável de comparação entre incomparáveis, ergui os olhos com o momento de descoberta.
Cego pela lunar claridade, pela visão a aclarada do mundo,
sem a dúvida a arrastar-me, a minha mente soube, de forma compassada e
científica, sem inventar o amor (obrigado Daniel Filipe) encontrar a resposta.
Não sei! Gritei. Dentro da cabeça. Para dentro. Para mim.
A banalidade da admiração não é sentença.
O teu movimento deslizante, os traços engenhosamente cativantes comparáveis à aparência de leoa que traz majestade,
Os poderosos e suaves movimentos dos olhos trucidantes
combinados com a delicodoce forma de anunciares a tua presença…
E tudo isto dentro da categorização científica, tem o nome
de Elegância, que por outro lado não é porventura o resultado que a humanidade
espera.
Com tudo o que isso é, impossível de categorizar por outra
palavra que não essa...
Aquela que conquista, sem precisar de o fazer.
Sem comentários:
Enviar um comentário