«Há momentos que ocupam a minha mente, tidos como uma traição do tempo que passa. Fazem pensar num tempo gasto, ambicionar sonhos rotos, deixar ventos passar pelos dedos que protegem a face.
Há momentos que me trucidam a esperança, a vontade, o querer e o desejo. Que me desfazem nas componentes mais básicas do meu ser. E num desses momentos em absoluta simplicidade, olho para a primeira página em branco e descubro que há amores que se encontram e amores que se constroem.
Os segundos são sempre a maior ilusão com o maior custo.
Os primeiros não custam nada, a não ser tempo que deixamos de ter para imaginar os amores, para os ter embalados, encaixados nos braços.»
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