sexta-feira, 2 de maio de 2025

Amamos a beleza com a qual convivemos

Amamos a beleza com a qual convivemos.

Amamos a frequência. Os defeitos, que não passam de pequenas desilusões, são apagados. A toxicidade das decisões tomadas sem partilha, é transferida para o que mais sofre com ela.

A beleza constante desaparece com a ausência. A beleza permanece enquanto o papel mate aguentar a luz solar.

O Sol de uma beleza que partiu, apagou-se, enquanto esperava, com esperança, o que já era passado.

A virtude do passado é que deveria ser mais belo, apesar disso, é nele que visitamos a história narrada que antes ignorada, não tem mais correntes a prendê-la.

Foram os melhores tempos. E os piores tempos. Foram a felicidade com pés de barro. Não foram o barro que se ergue, para fazer uma obra de arte, ou uma vida. A roda de oleiro, gira e gira, sem fim… com as mãos do destino formando uma geometria desconhecida. Uma que foi perdendo pedaços. Sem vitrificação. Sem elementos pesados. E sem o calor que faria um futuro.

Esse amor por constância. Essa presença por eterno, fez-se pó, com estrondo silencioso. Com um grito mudo. Com uma brisa tintada pelos vapores do álcool. Pelo respirar de um fim.


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