Amamos a beleza com a qual convivemos.
Amamos a frequência. Os defeitos, que não passam de pequenas desilusões, são apagados. A toxicidade das decisões tomadas sem partilha, é transferida para o que mais sofre com ela.
A beleza constante desaparece com a ausência. A beleza permanece enquanto o papel mate aguentar a luz solar.
O Sol de uma beleza que partiu, apagou-se, enquanto esperava, com esperança, o que já era passado.
A virtude do passado é que deveria ser mais belo, apesar disso, é nele que visitamos a história narrada que antes ignorada, não tem mais correntes a prendê-la.
Foram os melhores tempos. E os piores tempos. Foram a felicidade com pés de barro. Não foram o barro que se ergue, para fazer uma obra de arte, ou uma vida. A roda de oleiro, gira e gira, sem fim… com as mãos do destino formando uma geometria desconhecida. Uma que foi perdendo pedaços. Sem vitrificação. Sem elementos pesados. E sem o calor que faria um futuro.
Esse amor por constância. Essa presença por eterno, fez-se pó, com estrondo silencioso. Com um grito mudo. Com uma brisa tintada pelos vapores do álcool. Pelo respirar de um fim.
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