Fica calado.
É o melhor conselho
que te dou.
Quanto mais falas, mais conheces de ti.
Quanto mais discutes, mais
descobres sobre os outros.
Vais somando conhecimento sobre tudo, para
descobrires que não estás a discutir convicções factuais, mas religião.
Tudo é uma
religião.
Há o pároco do Futebol, o Bispo da Ciência, o Cardeal da Política e
tudo isto é um exemplo de um só dos lados, porque nem sequer refiro aos Imãs, homens santos ou Xamãs.
Vemos o que queremos ver. E
quanto mais paixão tiveres na tua argumentação, mais religioso és. E quanto
mais fores, mais cego és.
O homem imbuído de factos só pode
ser ateu, pois falta-lhe a fé e a convicção para lutar contra os demónios que
assolam os religiosos, mas não a determinação de o fazer, que apenas é outra
forma de fé!
No entanto também ele é um
religioso, por ausência de religião explicita.
Nesta pequena deambulação resta
apenas uma coisa: Calas-te!
Não dizes nada.
Ficas impávido e sereno quando
tudo o que sabes pelos livros, pela ciência e por tudo o que investigaste é
vergastado pelos “especialistas” da disciplina que fala do assunto assim-assim,
mas ao lado.
E fazes isso porquê?
Porque adoras o preciosismo, do
qual só resta sempre um vapor efémero, ou não fosse uma viagem solitária. Adoras
pensar que saber é poder.
Mas não passas de um fanático.
E ninguém gosta de fanáticos.
Nem tu!
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