sexta-feira, 23 de maio de 2014

Copo do dia - Amor sem franquia

Amor sem franquia

Sabia quando te vi,
Naquele instante em que o coração parou,
Que já não tinha seguro de vida,
Nem seguro algum, sem que houvesse franquia a pagar!

De facto, o meu coração parou por instantes,
Enquanto o teu sorriso, segurava-me.
Ouvia tua voz fugidia, rir com as minhas tolices,
Ouvi os nosso passos correr por um corredor,
Sem que os nossos corpos, se tivessem movido.
Jurei a mim mesmo que não perderia oportunidade alguma,
De ficar pendurado em ti!

E o tempo fez-me o favor, esse seguro, de nos afastar.
Escolhas e mais escolhas, feitas pela importância,
Sem que o reencontro fosse o mais importante.
A verdade é que ainda pago a franquia de mossas passadas,
E arriscar em ti é um desejo maior do que o sensato.

Sim! Não te quero encontrar,
Porque se te encontrar não me seguro.
E aí o impacto de duas vontades,
De frente, de lado, pode ser violento,
Ou uma declaração amigável.

E no entanto,
O meu coração que parou por instantes,
Queixa-se da escolha feita.
Mas se hoje não tenho escolha.
Amanhã já.

Hoje não sei se te encontro.
Amanhã estou disposto a isso.
Mas será que o teu coração também parou?
Que a vontade é também como a minha,
Ou serei eu agora,

Apenas mais um acidente sem culpados?

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