Eu ainda sou Charlie…
Nigeriano, morto por ser de outra tribo.
Sem casa, Mendigo de atenção que não quero.
Saudita Blogger, chicoteado por questionar.
Vítima da Polícia americana, por ser negro.
Dos armados em polícias do Facebook,
Vigilantes da censura que não os censura.
Jornalista, que ainda investiga e questiona.
Eu ainda sou Charlie, mesmo depois de deixarem de ser todos os outros.
Sou europeu, branco, agnóstico que não percebe o ódio que poucos fazem passar a muitos.
Sou Mulher, Portuguesa ou doutra nacionalidade, que não percebe porque é que lhe batem.
Eu sou Humano e não percebo porque em nome da Religião se matam outros humanos…
O que eu não percebo é que se confunde Liberdade de Expressão com respeito,
com censura,
com limite.
Quando esse deve estar no momento após e nunca antes...
Eu sou Charlie, porque não me limito.
E sou Charlie porque consigo dizê-lo sem ferir.
Mas por vezes é preciso espetar o lápis, ainda que levemente,
para que nos oiçam.
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