segunda-feira, 8 de abril de 2024

Segunda-Feira

 Hoje é segunda-feira, sem ter havido a primeira-feira.

Sem ter havido um passado que lhe desse intuito de ser segunda. Apenas é um estado de espírito.

Eternamente segunda, eternamente segundo. Eternamente entalado entre o descanso e o trabalho.

Entre o copo de vinho e a água sensaborona. Entre o doce olhar e a ausência.

A segunda-feira. Maldita segunda que é primeira de alguns dias. Que é o dia em que o meu corpo resiste ao sacrifício de se levantar do chão. Que mantem acordado com o impulso do café matinal.

O dia em que finalmente a manhã clara e limpa se começa a tornar a realidade pós-revolução…

Porque todos os dias após uma revolução são terças-feiras.

Porque todos os lamentos são quartas-feiras.

As quintas-feiras são a revolta que nos deixa o espírito.

As Sextas-feiras são um misto de resiliência brutal ao abismo e um abraço doce que nos envolve.

O sábado é sagrado… Em que a cama nos acolhe um pouco mais e o dia torna-se mais longo do que alguma vez foi e todos os outros.

O Domingo é um símbolo da resiliência. Da fé de que a Segunda-feira, afinal a primeira de todas é apenas mais um dia, em que espero por ti.

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