Imaginei que não conseguia imaginar mais.
Que me faltava a ideia, a iluminação,
as ideias que vinham eram negras e sem futuro.
Faltava-me a fé de ver na ausência, a luz.
Confesso que a dor de cabeça, impede o pensamento.
A de joelho, por rebaixada alma diária ao Deus profano,
As costas partidas pelo dormir surpreso,
A falta de guardião no leito, que vele pelo murmúrio...
Tudo isso impede o descansar de um lutador, impávido, sentinela de um mundo escondido.
Falta-me a imaginação, o sentido de continuar a esperar.
Nem o remorso de um passado em que protegi a ideia,
me faz penar pela falta que a imaginação deixa vazia.
Sim...
De nada me serve guardar a ausência.
Como as lágrimas que guardo nas caixas fortes do banco desalmado.
Como a penúria amorosa a que o tribunal me condena, como pena agravada,
pela audácia de protestar.
Indefinição...
Esqueço!
Nem imagino.
Não quero.
Nem lembro que sou capaz.
Sê-lo fere-me e trucida-me e empurra-me,
Para o espelho.
E desse olhar não posso escapar...
04-11-2013
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