segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Copo Poético - Nada Mais

«Nada mais

Esquece-me de vez.
Aliás já esqueceste!
Fui um sopro de vento que de vez em quando percorre a tua face.
E nada mais!

Sou apenas um raio de sol fugidio que toca o teu olhar,
Algo que te aquece pelo segundo em que presencias o despontar da noite,
A transformação de um dia passado, na obscuridade que se levanta...
Mas nada mais!

Sou um bater de ondas,
Uma atrás das outras, que se agarram às tuas pernas.
A areia que varre a superfície da praia branca,
A pedra polida, pelo mar, pelo vento pelo desgaste do momento...
Mas nada mais...

Nada mais...
Nada mais...
Nada mais...

E tu nada mais és,
Do que a mágoa que carrego.
O pano debruado a vermelho, pontilhado por gotas salgadas,
Instantes de uma outra vida em que a noite se trocava,
O dia aclarava e a nossa Lua, que era só minha,
Ainda competia pela atenção, com a estrela crescente.
E aí, pela sorte que me deste, esqueceste-me...

Melhor assim. 
Agora só dependo de mim...
E nada mais!»


11-11-2013


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