«Nada mais
Esquece-me
de vez.
Aliás
já esqueceste!
Fui um sopro de vento que de vez em quando percorre a tua face.
E
nada mais!
Sou
apenas um raio de sol fugidio que toca o teu olhar,
Algo
que te aquece pelo segundo em que presencias o despontar da noite,
A
transformação de um dia passado, na obscuridade que se levanta...
Mas
nada mais!
Sou
um bater de ondas,
Uma
atrás das outras, que se agarram às tuas pernas.
A
areia que varre a superfície da praia branca,
A
pedra polida, pelo mar, pelo vento pelo desgaste do momento...
Mas
nada mais...
Nada
mais...
Nada
mais...
Nada
mais...
E
tu nada mais és,
Do
que a mágoa que carrego.
O
pano debruado a vermelho, pontilhado por gotas salgadas,
Instantes
de uma outra vida em que a noite se trocava,
O
dia aclarava e a nossa Lua, que era só minha,
Ainda
competia pela atenção, com a estrela crescente.
E
aí, pela sorte que me deste, esqueceste-me...
Melhor
assim.
Agora
só dependo de mim...
E
nada mais!»
11-11-2013
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