segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Copo fora-de-prazo: O fim da História, o Cid e uma cabana.

Era uma vez uma discoteca em Alcochete  que agora, como quase tudo o que renasce em Portugal, era alguma coisa «By» alguém.
Já não nos bastava o culto de uma qualquer personalidade, como agora grama-lo ser feito em Inglês.

Indiferente ao facto de ser «By» alguém, digo que o Bar/discoteca estava muito bem.
Estava frequentando pela música que nos faz falta. Aquela em que os versos e as estrofes se repetem pouco ou nada, que dava para dançar e que não nos fazia interrogar por que raio é que ela/ele diz aquilo no meio de uma melodia tão feia/bonita. 
O público também se apresentava digno, embora suspeite que a delicadeza momentânea fosse apenas fogo de sábado à noite.

Depois disso, surge como antecipado (e anunciado), o homem do «Macaco e da Banana», «Do Amor e uma Cabana». 
O cantor de alguns Hits de uma juventude que ainda nos perdura, apenas com mais alguns aninhos.

Ele, por seu lado, deu uma de Campeador... E toca a  distribuir porrada musical. 
Começa pela melodia fora de tom, pela voz embargada pela emoção de estar ali (ou por alguma substância que cumpra o mesmo efeito) e por um reportório digno de um passado brilhante, mas cantado pelo público.

Também verbalmente abusou de algum público mais fanático, com ligeireza de palavras e mordacidade comparável a um óbus de artilharia.
As maiores fãs foram ofendidas na sua dimensão. 
E a traumática experiência dos discos pedidos teve um fim dramático com o pedido de silêncio e adágio, parafraseado «veja lá com esse tamanhinho, se não cai daí de cima.»...

A incredulidade um público mais apreciador, manteve-o no espaço. 
Mas a pista de dança esvaziou-se, ainda mais depressa, do que se alguém gritasse «fogo».

Nunca o tinha visto ao vivo. 
Agora tenho a certeza que não verei outra vez. 


Adeus ao Cid. 
Que fiquem os discos, que o cantor merece uma cabana na praia...

Sem comentários:

Enviar um comentário