Era uma vez uma discoteca em Alcochete que agora, como quase
tudo o que renasce em Portugal, era alguma coisa «By» alguém.
Já não nos bastava o culto de uma qualquer personalidade, como
agora grama-lo ser feito em Inglês.
Indiferente ao facto de ser «By» alguém, digo
que o Bar/discoteca estava muito bem.
Estava frequentando pela música que nos faz falta. Aquela em
que os versos e as estrofes se repetem pouco ou nada, que dava para dançar e que não nos fazia interrogar por que raio é que ela/ele diz aquilo no meio de uma melodia
tão feia/bonita.
O público também se apresentava digno, embora suspeite que a
delicadeza momentânea fosse apenas fogo de sábado à noite.
Depois disso, surge como antecipado (e
anunciado), o homem do «Macaco e da Banana», «Do Amor e uma Cabana».
O cantor de alguns Hits de uma juventude que ainda nos perdura, apenas com mais alguns
aninhos.
Ele, por seu lado, deu uma de Campeador... E toca a distribuir porrada musical.
Começa pela melodia fora de tom, pela voz embargada pela emoção de estar ali (ou por alguma substância que cumpra o mesmo efeito) e por um reportório digno de um passado brilhante, mas cantado pelo público.
Começa pela melodia fora de tom, pela voz embargada pela emoção de estar ali (ou por alguma substância que cumpra o mesmo efeito) e por um reportório digno de um passado brilhante, mas cantado pelo público.
Também verbalmente abusou de algum público
mais fanático, com ligeireza de palavras e mordacidade comparável a um óbus de
artilharia.
As maiores fãs foram ofendidas na sua dimensão.
E a traumática experiência dos discos pedidos teve um fim dramático com o pedido de silêncio e adágio, parafraseado «veja lá com esse tamanhinho, se não cai daí de cima.»...
E a traumática experiência dos discos pedidos teve um fim dramático com o pedido de silêncio e adágio, parafraseado «veja lá com esse tamanhinho, se não cai daí de cima.»...
A incredulidade um público mais
apreciador, manteve-o no espaço.
Mas a pista de dança esvaziou-se, ainda mais depressa, do que se alguém gritasse «fogo».
Mas a pista de dança esvaziou-se, ainda mais depressa, do que se alguém gritasse «fogo».
Nunca o tinha visto ao vivo.
Agora tenho a
certeza que não verei outra vez.
Adeus ao Cid.
Que fiquem os discos, que o cantor merece uma cabana na praia...
Que fiquem os discos, que o cantor merece uma cabana na praia...
Sem comentários:
Enviar um comentário