Começo a ficar assustado, confesso.
Vejo alguns escritores publicados falarem da vida de outros com tal ignorância, que penso que a sensibilidade que têm e demonstram no papel, deve advir de um alter ego escondido, quase fantasma.
Nem sequer se trata das opiniões políticas ou sociais, mas do facto dos produtores de um estilo literário virado para as massas, esconderem debaixo de uma bela forma, uma aparência de conteúdo opaco e básico, suscitando apenas o mais primário dos instintos.
Como leitor e como pessoa que escreve, acho que deveríamos considerar que os escritores que ganham prémios ou os que debitam livros, com qualidade (em alguns casos questionável), apesar do adágio, não se reflectem no que escrevem.
Dessa forma, já não me surpreenderei que a melhor (não a maior) obra tenha saído dos dedos de um visceral homicida da língua e do pensamento.
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