Hoje não tenho nenhum artista no
qual malhar.
Até porque criei estes copos para
expor a arte (muito, pouca ou nenhuma) que tenho.
Por isso hoje vou falar da Joana
de Vasconcelos.
Essa digna representante do mais
puro Marketing Comercial.
Graças a ela, as mulheres já
podem caminhar sobre tachos e a luz advir de algo que não é suposto. Agora fez
um laçarote tecnológico para para a Casa Dior.
Não gosto da senhora «artista» (a
pessoa é-me desconhecida), assim como não gosto de outros novos artistas que
surgiram na praça, entre eles a banda, promovidíssima, Amor Electro. Uma banda
que tem um original (muito e do qual gosto) e a recauchutagem de velhos êxitos
de outras. Não há mal nenhum em recauchutar. Mas e que tal criar mais?
Aceito que o mundo a veja como «artista».
Eu vejo-a como «recicladora», que até é mais nobre numa época de parcos recursos.
E sou capaz de ver alguma
inventividade nela, mas não concebo que tenha o valor gigante que lhe atribuem.
Assim como se faz para tantos
outros.
Se calhar é o meu lado anti-provinciano:
Não é porque todos gostam que é bom. Se é bom, é bom pelos seus argumentos, não
pela sua promoção.
Mas infelizmente a promoção
transforma lixo em arte, fotocópia em romances e caciques em governantes., como
tantas vezes vemos por aí.
Não estou, no entanto, a dizer
que a «arte» dela é lixo.
Apenas que não gosto.
Seja como for, não lhe desejo mal
algum e até muito sucesso.
E se mudar de ideias sobre a sua
«arte» eu aviso.
Até lá, é a minha «recicladora»
preferida.
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