sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Copo de Cultura - A Recicladora

Confesso!
Hoje não tenho nenhum artista no qual malhar.
Até porque criei estes copos para expor a arte (muito, pouca ou nenhuma) que tenho.
Por isso hoje vou falar da Joana de Vasconcelos.
Essa digna representante do mais puro Marketing Comercial.
Graças a ela, as mulheres já podem caminhar sobre tachos e a luz advir de algo que não é suposto. Agora fez um laçarote tecnológico para para a Casa Dior.
Não gosto da senhora «artista» (a pessoa é-me desconhecida), assim como não gosto de outros novos artistas que surgiram na praça, entre eles a banda, promovidíssima, Amor Electro. Uma banda que tem um original (muito e do qual gosto) e a recauchutagem de velhos êxitos de outras. Não há mal nenhum em recauchutar. Mas e que tal criar mais?
Aceito que o mundo a veja como «artista». Eu vejo-a como «recicladora», que até é mais nobre numa época de parcos recursos.
E sou capaz de ver alguma inventividade nela, mas não concebo que tenha o valor gigante que lhe atribuem.
Assim como se faz para tantos outros.
Se calhar é o meu lado anti-provinciano: Não é porque todos gostam que é bom. Se é bom, é bom pelos seus argumentos, não pela sua promoção.
Mas infelizmente a promoção transforma lixo em arte, fotocópia em romances e caciques em governantes., como tantas vezes vemos por aí.
Não estou, no entanto, a dizer que a «arte» dela é lixo.
Apenas que não gosto.
Seja como for, não lhe desejo mal algum e até muito sucesso.
E se mudar de ideias sobre a sua «arte» eu aviso.

Até lá, é a minha «recicladora» preferida.

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