Odeio-te…
Odeio-te porque te amei. Odeio-te porque não me amaste. Odeio-te porque escolheste. Odeio-me porque aceitei.
Odeio odiar.
Ia começar por dizer que a verdade é… Mas sempre soube que não era. Afinal enganavas-me. E eu a ti. Eram duas mentiras juntas que fazem uma verdade. Dois caminhos separados unidos à força de braços. Pontes construídas e periclitantes. Sexo regularmente fortuito. Ou fortuitamente presente. Ou presente sem alma. Ou alma perdida pelo desprezo que temos um pelo outro que aparenta ser a verdade e no fundo são falsos amantes, amigos e confidentes.
É verdade que nunca nos casamos. Éramos dois seres casados com as melhores pessoas do mundo. E por isso mesmo, não casados um com o outro. Se definição houvesse do extra-conjugal, nós seríamos a figura representativa, se bem que pixelizada para omitir a nossa traição. A verdade, a verdadeira verdade é que ódio que temos é o nome que damos ao amor que temos. E dessa forma escondemos do mundo o segredo que não queríamos ter.
Sonhamos ser um só momento. Ter família. Juntos. Filhos. Nossos. E na realidade tínhamos tudo isso, só que com as pessoas cujo o nosso amor deixou.
Amamos. Amámos. Continuamos. Continuámos. Somos. Amor. Um para o outro. E no entanto sendo um para o outro não somos mais do que um momento. Não somos mais do que instante do que um orgasmo feito em rapidinha. Ou numa hora ou duas. Na cama, no sofá… Em cima da mesa, onde nos comíamos e jantávamos o retemperar de forças.
Não sei. Não sei mesmo como me vou aguentar sem ti. Nem sabia como me aguentava contigo.
Odeio-te tanto que me apetece morrer de amor.
Odeio-te tanto pelo caminho que para longe vai.
Odeio-te tanto por te sentir bem.
Odeio-te tanto pelo que me fizeste amar, pelo amor que me convenceu, pelo amor que me tenho agora.
Odeio-te porque te amo.
Odeio-te porque te amei. Odeio-te porque não me amaste. Odeio-te porque escolheste. Odeio-me porque aceitei.
Odeio odiar.
Ia começar por dizer que a verdade é… Mas sempre soube que não era. Afinal enganavas-me. E eu a ti. Eram duas mentiras juntas que fazem uma verdade. Dois caminhos separados unidos à força de braços. Pontes construídas e periclitantes. Sexo regularmente fortuito. Ou fortuitamente presente. Ou presente sem alma. Ou alma perdida pelo desprezo que temos um pelo outro que aparenta ser a verdade e no fundo são falsos amantes, amigos e confidentes.
É verdade que nunca nos casamos. Éramos dois seres casados com as melhores pessoas do mundo. E por isso mesmo, não casados um com o outro. Se definição houvesse do extra-conjugal, nós seríamos a figura representativa, se bem que pixelizada para omitir a nossa traição. A verdade, a verdadeira verdade é que ódio que temos é o nome que damos ao amor que temos. E dessa forma escondemos do mundo o segredo que não queríamos ter.
Sonhamos ser um só momento. Ter família. Juntos. Filhos. Nossos. E na realidade tínhamos tudo isso, só que com as pessoas cujo o nosso amor deixou.
Amamos. Amámos. Continuamos. Continuámos. Somos. Amor. Um para o outro. E no entanto sendo um para o outro não somos mais do que um momento. Não somos mais do que instante do que um orgasmo feito em rapidinha. Ou numa hora ou duas. Na cama, no sofá… Em cima da mesa, onde nos comíamos e jantávamos o retemperar de forças.
Não sei. Não sei mesmo como me vou aguentar sem ti. Nem sabia como me aguentava contigo.
Odeio-te tanto que me apetece morrer de amor.
Odeio-te tanto pelo caminho que para longe vai.
Odeio-te tanto por te sentir bem.
Odeio-te tanto pelo que me fizeste amar, pelo amor que me convenceu, pelo amor que me tenho agora.
Odeio-te porque te amo.
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