Tenho um poema para ti.
Hoje é o teu dia.
Sabes bem que é!
No meio do tempo que faz e do tempo que passa,
Por entre o manto branco inesperado.
Mesmo a chuva feita pedra gelada,
toca com a delicadeza poética na lona dos chapéus.
Cai desamparada no chão que não seca…
E cada uma delas que toca, faz “tac, tac tap”,
Discorrendo sobre a sua existência curta neste mundo.
Chove no dia da Poesia.
No meio disto, escrevo uma, como já não sentia.
É preciso a cidade branca ficar coberta,
Para que a minha alma seja lavada dos pecados,
E as palavras voltem a cair como chuva!
JMM - 21-03-2016
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